WrestleBR http://wrestlebr.com Conversando sobre lutinha. Tue, 16 Jan 2018 19:28:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.2 84098730 Curb Stomp, Paige e RAW 25 – #6 http://wrestlebr.com/curb-stomp-paige-e-raw-25-6/ Tue, 16 Jan 2018 19:28:45 +0000 http://wrestlebr.com/?p=4774 A coluna de hoje se trata principalmente de retornos. O retorno é algo mágico se tratando de luta livre. Quando somos surpreendidos pelo retorno de algo ou alguém, as reações sempre são gigantescas. Ainda que nem sempre a reação de um retorno é positiva, acredite em mim, já tivemos que aturar Batista retornando pra ganhar […]

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A coluna de hoje se trata principalmente de retornos. O retorno é algo mágico se tratando de luta livre. Quando somos surpreendidos pelo retorno de algo ou alguém, as reações sempre são gigantescas. Ainda que nem sempre a reação de um retorno é positiva, acredite em mim, já tivemos que aturar Batista retornando pra ganhar a Royal Rumble. Mas vamos tentar pensar positivo aqui.

Primeiramente, é impossível não comentar sobre o maravilhoso acontecimento do RAW de ontem. Quem me acompanha no Twitter por alguns anos certamente já me viu pedindo, implorando, suplicando a volta do Curb Stomp. Aquele golpe imponente, com selo de Seth Rollins, oportunista e avassalador. Foi banido da empresa pelas questões de poder causar uma grave concussão, mas o sonho de que ele retornasse algum dia sempre esteve presente. Rollins nunca chegou a sequer ameaçar executar o golpe desde sua última utilização, durante a sua gloriosa entrada no main event da Wrestlemania 31.

Imagino que, devido a sua periculosidade, o Curb Stomp não volte a ser recorrente, mas sim seja um golpe fatal da mesma forma que o Punt Kick de Randy Orton.

Ficamos muito felizes com o retorno da Paige, que já nos provou continuar no mesmo nível. Infelizmente, durante uma luta contra Sasha Banks em um house-show, uma lesão a tirou de jogo. As informações que chegaram é que essa lesão possa ser tão grave quanto a de Edge. Felizmente, ela apareceu no RAW com uma aparência boa e sem nenhum sinal de falta de mobilidade, mas pode ser que sua carreira tenha acabado mesmo. Vi algumas pessoas cogitando isso tudo ser história e que ela participará do Royal Rumble mesmo assim, mas essa possibilidade está totalmente descartada.

Falando em retornos, no RAW 25 da semana que vem teremos a participação de inúmeras lendas, do passado e presente, para celebrar o 25º aniversário do programa semanal que nós tanto amamos. Ontem confirmaram Chris Jericho, que acabou de voltar do Japão para uma passagem memorável no Wrestle Kingdom da NJPW, rendendo a ele uma luta cinco estrelas contra Kenny Omega. Era uma presença um pouco improvável, mas uma celebração do RAW sem um dos seus principais nomes.

Outro nome que vi cogitarem não só pro RAW 25, como também para o Royal Rumble, foi o de CM Punk. Sim, já são 4 anos que ele decidiu sair da empresa, e ainda assim todo ano temos alguma cogitação de seu nome na WWE. É claro que tenho que reconhecer que ele fez história, enquanto esteve lá, era o meu preferido. O nome de CM Punk gera muita repercussão, eu poderia colocar seu nome junto ao título dessa coluna e certamente isso geraria muito mais cliques, mas não vale a pena. Sua saída foi de uma forma complicada e não há nada que me faça acreditar em seu retorno. Nem mesmo a WWE o colocando como 2º momento mais marcante de toda a história do RAW.

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WWE no SBT: 10 anos! http://wrestlebr.com/wwe-no-sbt-10-anos/ Fri, 05 Jan 2018 16:12:00 +0000 http://wrestlebr.com/?p=4742 05 de janeiro de 2008. Um sábado de um passado distante, exatamente uma década atrás. Em começo de adolescência, me deparei com o comercial de um novo programa que iria estrear no SBT, chamado “WWE Luta Livre na TV”. Um nome estranho, até meio brega, mas mesmo assim que atraiu minha atenção. Conhecia muito superficialmente […]

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05 de janeiro de 2008. Um sábado de um passado distante, exatamente uma década atrás. Em começo de adolescência, me deparei com o comercial de um novo programa que iria estrear no SBT, chamado “WWE Luta Livre na TV”. Um nome estranho, até meio brega, mas mesmo assim que atraiu minha atenção. Conhecia muito superficialmente sobre wrestling profissional, assistia quando criança programas como Battledome no canal AXN e Gigantes do Ringue na Gazeta, não tinha noção da magnitude e da história daquele mundo paralelo.  De qualquer forma, aquilo que eu deparava era diferente, e mesmo antes de começar já tinha me tornado fã.

 

 

O programa chegava com alguns dias de atraso, editados para caber em duas horas de exibição, além de colocarem promos de PPVs que não seriam transmitidos no Brasil, para a decepção de jovens telespectadores igual a mim (promo do Royal Rumble ’08, inesquecível). A internet não era tão disseminada como é hoje, dependíamos basicamente do SBT para acompanhar WWE. Se isso não fosse o bastante, quantas vezes não ouvi algum pseudo-espertalhão tentar me alertar que aquilo era falso, quando não me vinham com comentários sobre um possível teor homossexual nas lutas. Passei muito por tudo isso, e muitos outros também passaram. Vários empecilhos pelo caminho, mas quem conseguiu aguentar persistentemente foi recompensado com um roster de estrelas no calibre de Undertaker, Rey Mysterio, Jeff Hardy, Edge, Mr Kennedy (KEN-NE-DY!), Umaga e muitos outros, todos em seus ápices nos ringues. Era uma época privilegiada de se acompanhar.

 

 

 

 

Talvez a primeira memória nostálgica para quem acompanhava o programa é a narração de Jarbas Duarte e Michel Serdan. Em minha modesta opinião, a melhor dupla brasileira de narradores que a WWE já teve. Há quem não gostasse dessa locução, e eu consigo compreender a razão. Como o programa tinha um foco mais familiar, os comentários soavam um pouco bobos de vez em quando, limitando um conteúdo mais rico sobre aquele universo para o público. Os comentaristas aportuguesavam os golpes, transformando o piledriver em pilão, o figure four leglock em chave quadrupla, e assim por diante. Até nomes de alguns lutadores passavam por essa lavagem PT-BR, como por exemplo Hornswoggle que ficou conhecido como “Leprechaun” porque Michel Serdan não conseguia pronunciar seu nome original. Um aspecto ainda mais grave era a sobreposição da narração em cima dos sons originais do programa, tirando assim um pouco da experiência do público brasileiro de acompanhar a atmosfera das arenas e de ouvir as músicas temas dos lutadores. Porém, isso não fazia tanta diferença no final das contas, não afetava em nada a magia do programa. Na verdade, bordões memoráveis como “vai liquidar a fatura!” e o grito de “minha nossa, sensacional!” ajudaram a nos inserir naquela cultura, abrilhantando e cravando em nossas mentes vários momentos saudosos.

 

 

Um desses momentos saudosos, talvez o mais lembrado de todos pelos fãs dessa geração, seria o Swanton Bomb de nove metros de Jeff Hardy em Randy Orton. Desculpe esse erro grosseiro, foi um “Voo do Anjo“, como os narradores nos ensinaram. Essa luta ocorreu no Raw que foi ao ar no dia 14/01/2008, e transmitido para nós 5 dias depois. Engraçado que a narração brasileira chegava a ser mais elétrica do que a original, empolgando quem estava assistindo ainda mais. Relembrando essa cena, volto no passado e sinto as mesmas sensações de quando assisti pela primeira vez, uma felicidade de ter visto e poder rever agora. A narração de Jarbas e Serdan ajudou a conservar esse momento em nossa lembrança, como um complemento sonoro do golpe aplicado por Hardy. Antes de você se empolgar ao recapitular essa memória de sua vida, lembre-se do que o próprio programa nos alertava: por favor não tente fazer isso em casa ou na escola (acho que na rua estava liberado para fazer).

 

 

Não foi a primeira vez que a WWE dava as caras no Brasil. Na década de 90, a WWF chegou a ser transmitida na extinta TV Manchete, por exemplo. Porém, sua passagem pelo Sistema Brasileiro de Televisão foi de suma importância para dar uma alavancada na luta livre em território nacional durante os anos 2000, abrindo espaço para grandes eventos que aconteceriam futuramente em nosso país. Grandes indices de audiência, era um sucesso nas tardes de sábado. Criou-se uma legião de fãs, que mesmo com o fim prematuro do programa por problemas com o Ministério Público, continuou a propagar o esporte por meio da internet para um público cada vez maior.

 

 

Depois do SBT, a WWE passou por diversas outras emissoras, como a RedeTV, Esporte Interativo e a Fox Sports, onde é transmitida atualmente. Mas quem chegou a ver o programa nessa época, sente um pinguinho de saudades daquilo tudo, o clima era totalmente diferente. Eu não estaria aqui escrevendo e você não estaria lendo se a emissora do Silvio Santos não tivesse nos presenteado com a transmissão da WWE no longínquo ano de 2008. Aprendi o básico sobre pro wrestling, o que me incentivou a procurar mais e mais sobre, até chegar o nível que me encontro hoje. 10 anos depois, deixo aqui meu agradecimento. Obrigado, me diverti pra cacete.

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WOKEN Hardy, RR match feminina e WWE no Brasil – #5 http://wrestlebr.com/woken-hardy-rr-match-e-wwe-no-brasil/ Tue, 19 Dec 2017 14:14:15 +0000 http://wrestlebr.com/?p=4727 Finalmente, chegaram as férias escolares/universitárias/seja lá o que você aí faz. Finalmente, estamos de volta. Finalmente, Matt Hardy está ACORDADO. FINALLY, The Rock haaaaas comeb-não, esse ainda não. A medida em que nos aproximamos de mais uma caminhada para a Wrestlemania, as coisas começam a esquentar. WOKEN! DELETE! DELETE! DELETE! E uma das coisas mais […]

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Finalmente, chegaram as férias escolares/universitárias/seja lá o que você aí faz. Finalmente, estamos de volta. Finalmente, Matt Hardy está ACORDADO. FINALLY, The Rock haaaaas comeb-não, esse ainda não. A medida em que nos aproximamos de mais uma caminhada para a Wrestlemania, as coisas começam a esquentar. WOKEN!

DELETE! DELETE! DELETE!

E uma das coisas mais esperadas no ano desde o retorno dos Hardys, finalmente aconteceu. Após Jeff Hardy precisar se ausentar dos combates, ficou ainda mais evidente que só havia um caminho a se tomar. Com as questões legais ajustadas e contornadas, finalmente vimos a transformação de Matt Hardy para WOKEN Hardy. Não mais denominado BROKEN, mas na mesma sintonia e bizarrice de antes.

Não imagino que essa história seja levada até a Wrestlemania, mas era de se esperar que a figura bizarra da WWE fosse a primeira a confrontar o personagem mais popular do ano anterior. Wyatt vs. Hardy é uma dream match que está a poucas semanas de ocorrer. A grande guerra está apenas começando e será WONDERFUL.

Cabe aqui, aliás, uma menção honrosa ao retorno de Hideo Itami, que apesar de 4 anos de casa, ainda não se encontrou devido a tantas lesões. Trouxe de volta o Go 2 Sleep, o famoso GTS, golpe que não víamos no RAW por mais de 3 anos.

É a vez delas

Se Brock Lesnar vs. Braun Strowman vs. Kane valendo o cinturão e Woken Hardy vs. Bray Wyatt em nome dos 7 Deities não te convence o suficiente para achar que o Royal Rumble será bom, eis que Stephanie McMahon trouxe a notícia que teremos, pela primeira vez na história, uma Royal Rumble match feminina. Mais um passo gigante dado por essas garotas incríveis que representam tão bem o wrestling. É gratificante poder presenciar a história sendo feita bem diante de nossos olhos.

Eu imagino que a luta vá ter altos e baixos, por ser a primeira vez, nunca sai 100% como planejado. Mas torço que elas deem o melhor de si, que possamos ver retornos e aparições especiais, e sobretudo, que tenhamos uma luta inesquecível.

Retorno próximo?

Sempre ficamos na dúvida sobre quando é que poderemos respirar o mesmo ar de nossos superastros novamente. São mais de 5 anos desde a primeira e única vez em que a WWE veio ao Brasil. Alguns diziam que o longo período de ausência se dava pelo incidente com o Jericho, outros justificavam com o baixo público devido à mudança inesperada de data por conta de problemas no voo. Mas até que surge uma pequena luz no fim do túnel:

Para quem possa não conhecer, Dave Meltzer é uma das fontes mais confiáveis do pro wrestling. E ele informou que, apesar de não ter data definida, o Brasil está na rotação regular no exterior. Mas o que significa isso? Simples, meu caro leitor. Significa que o Brasil está na lista de países a receber eventos da WWE, e estes seguem uma rotina. É muito provável que tenhamos algo em torno disso para os próximos anos, e qualquer detalhe maior que tivermos, vocês serão os primeiros a saber.

Até a próxima!

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WSW World Tour Brasil: Uma realidade promissora. http://wrestlebr.com/wsw-world-tour-brasil-uma-realidade-promissora/ http://wrestlebr.com/wsw-world-tour-brasil-uma-realidade-promissora/#comments Tue, 31 Oct 2017 19:09:04 +0000 http://wrestlebr.com/?p=4702 Pra falar sobre o WSW World Tour Brasil, convidei meu amigo de longa data Lequinho Maniezo, do Pipebomb Cast, para contar um pouco sobre como foi sua experiência nesse evento nacional e internacional. Confere aí! ======== Ei, pera, o que eu to fazendo aqui? Bom, se você já leu o título, deduzir o resto será […]

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Pra falar sobre o WSW World Tour Brasil, convidei meu amigo de longa data Lequinho Maniezo, do Pipebomb Cast, para contar um pouco sobre como foi sua experiência nesse evento nacional e internacional. Confere aí!

========

Ei, pera, o que eu to fazendo aqui? Bom, se você já leu o título, deduzir o resto será fácil.

 

Antes de começar eu (ainda) preciso falar uma coisa pra tirar dois elefantes brancos da sala: Eu nunca fui e ainda não sou um assíduo espectador do Wrestling nacional e não gostaria de me passar por tal, eu fui ao evento majoritariamente para ver o nosso querido Rey Mysterio, este que gerou o segundo elefante quando cancelou sua vinda às terras paulistanas de Osasco.

Mesmo assim, seja pela minha costumeira preguiça, um compromisso com o dinheiro ou uma vontade inconsciente por Wrestling, me arrumei e, acompanhado de meu amigo Luan, rumei para a terra do cachorro quente. Os momentos que precederam o evento em si foram um misto de espera e protocolo. Com os benefícios do Meet and Greet conhecemos o simpaticíssimo (sem falar no talento) Juventud Guerrera, que recebia a todos com um belo sorriso e empolgação, assim como também conhecemos Carlito e Chris Masters, muito profissionais em suas funções, nada além disso. É, você esperava mais empolgação em conhecer um dos maiores Flyers da indústria? Sinceramente, eu também, mas confie em mim, a animação vem.

Com nossas máscaras overpriced na mão e cadeiras de plástico ás nossas costas, aguardamos enquanto o ginásio era preenchido e reorganizado, assim como as próprias pessoas também iam se preenchendo com suas conversas sobre a amada luta livre que uniu todos ali. Parecia que eu tinha voltado no tempo, mas que minha empolgação com tudo aquilo havia se perdido em algum lugar pelos anos.

Não demorou muito, foi depois do primeiro gongo soar, foi no Curb Stomb de Evan Fox e no oversell de Lobo Peruano, foi ali que a empolgação voltou pra junto da criança. A primeira luta foi supimpa, palavra aqui que substitui seu palavrão de preferência. A tag team match entre o supracitado Evan Fox, junto de seu parceiro Fúria, contra o Lobo Peruano (espero que esteja bem depois do Hurricanrana) e Mercúrio, foi a porta de entrada para uma noite divertidíssima, muito mais divertida do que eu poderia imaginar.

E o divertimento não veio dos três convidados, mas sim de todos os lutadores nacionais que deram um show com suas performances. Bom, talvez seja injusto dizer que o divertimento veio somente dos brasileiros: Carlito é realmente um show à parte. Logo no começo do show seu Backstabber tirou Bob Jr dos eixos, assim como tirou o menino Luan de seu assento; ouso dizer que ele foi ganho ali.

Enfim, passamos do segment inicial aonde anunciaram Carlito vs Rurik Jr numa Lumberjack no Main Event e passamos pela excelente tag team match inicial.

A próxima luta foi Insano Igor vs Speed vs Albert “O mito do Cangaço”. O rapaz de propriedades mentais duvidosas levou a peleja, enquanto o juiz, alvo do clássico cântico bate no juiz, levou para casa de presente um chute do ícone nordestino. Speed foi o verdadeiro face da luta, levou para casa uma derrota, mas uma bela derrota.

Rapha Luque vs Roddox levantou o público. O primeiro com seu timing e visual muito bons, o segundo com sua presença no ringue e sua catchphrase que, ao contrário do que ela diz, me fez querer ficar e não sair. Talvez seja psicologia reversa, se for o caso funcionou mesmo. Quando o combate acabou eu estava feliz, dizem que wrestlers contam uma história dentro do ringue, é verdade e aquela história ali teve início, meio e fim.

 

 

Histórias tem diferentes tamanhos, a que seguiu é nada menos que grandiosa.

 

Pergunte para qualquer um que estava lá (sério, pode perguntar, eu deixo), a próxima luta foi a luta do show sem sombra de dúvidas. Acce vs Toko vs Max Miller vs Vitor Boer. De gente voando a chokeslam, passando por uma sequência de golpes digna de aplausos em pé e momentos que poderiam muito bem preencher a timeline do LARIATO, esses quatro conseguiram se destacar num show que tinha Juventud Guerrera. Acce é um excelente lutador, muito ousado no ringue, dando um caráter de urgência àquela dança. Toko serviu como um porradeiro powerhouse, que certamente, caso tivéssemos ali um fiscal poderíamos confirmar, moveu o ringue com cada investida no corner e cada powerbomb. Max Miller é o heel que você precisa, só talvez não saiba ainda e caso essa luta não te convença disso, a performance dele como Lumberjack pode ajudar. Por fim temos Vitor Boer, também conhecido como “O Sensacional”, outro lutador muito bom que voou bonito, bateu forte, honrou todo o barulho que a torcida fez quando este apareceu. Espero que o rapaz Boer não se incomode, mas a alcunha de “Sensacional” é agora dos quatro e se, por um acaso, essa luta não arrancou nem um sorriso do rosto impassível de William Regal, eu não sei o que mais poderia fazê-lo. Acce segue com o titulo de Rei do Ringue, literalmente merecido.

Intervalo. X-Bacon. Whatsapp. Luan saiu pra socializar e comprar comida, eu fiquei no meu lugar.

Voltamos com outra Tag Team Match, Título de Duplas da BWF em jogo. Matths e Dante dão umas porradas que assustam, Fred Turbo e Maverik reagem com agilidade, ambas as duplas trabalham pra trazer uma match que faça o público voltar aos trilhos. Funcionou, estamos de volta, Matths e Dante seguem campeões graças a suas porradas agressivas (sério mesmo).

Nocaute Jack arrancou silencio e gritaria dos fãs, graças a uma toalha do Palmeiras e uma cinta de couro. Big Boy apanhou que nem gente grande, com todo merecimento ao trocadilho.

Nas duas últimas lutas tivemos os três convidados internacionais da WSW. Chris Masters e Juventud Guerrera lutaram contra Xandão por uma oportunidade ao título interino da companhia. Juventud bancou o The Rock numa frase de efeito improvisada, era o mesmo cara simpático do Meet and Greet, um ser humano realmente encantador de se conhecer. O “Masterpiece” veio logo depois e, se em sua mesa ele parecia um tanto apático, dentro do personagem ele realmente se solta e vira um gigante narcisista. Algo que eu não esperava era sair desse show achando o Mastelock um move legal, contudo foi exatamente o que aconteceu; pessoalmente essa bagaça é muito legal, parece realmente um move poderoso. Por último veio Xandão, um dos primeiros lutadores que conheci, lá da época em que eu via Gigantes do Ringue na gazeta com meu vô depois de fazer meus pais saírem no meio do culto por conta do viciante telecatch. É engraçado ver como o público tem empatia por seus conterrâneos. A gente vê isso quando os wrestlers vão pras suas cidades ou países natais e aqui não é diferente, mas se torna mais engraçado pessoalmente. Todo o pop do luchador e do powerhouse desapareceu diante do gigante de Bragança. Infelizmente, ele deu tap out para o supracitado Masterlock enquanto Juve ficava fora do ringue devido a uma “lesão” no joelho. Foi uma das lutas mais fracas da noite, perdendo só para as cintadas de Nocaute Jack.

Por fim, a luta principal que tinha a função de defender a honra do Brasil, vingar Bob Jr., atender as exigências de Carlito por um lutador de legado e colocar o título da BWF em jogo. Rurik Jr. e Carlito foram cercados pelo roster da companhia e o ultimo gongo soou.

Não tenho muito o que falar dessa luta. Foi divertida ao extremo, tanto pelas reações do público, que apoiava as trapaças do brasileiro e vaiava as de Carlito, quanto por todas as vezes que este tentou escapar e foi espancado e arrastado para dentro do ringue novamente. Foi divertido pelo Max Miller lumberjack heel, pelo próprio Sr. Colon Jr. que dá uma aula de interpretação e carisma. No final tivemos a vingança de Bob. Jr. uma maçã na cara do juiz, low blow, GTS, gritaria e tudo mais. Foi um fim de evento muito digno, fechando o arco que se abriu ali mesmo.

Eu cheguei em Osasco com vontade de estar em Mauá, dentro da minha casa. Eu saí de Osasco com vontade de ficar e ver mais. Como eu disse no começo, eu não acompanho e não entendo quase nada do Wrestling nacional; mesmo assim, naquele dia eu fui um fã e vou ser enquanto me lembrar dele. Pelo que eu vocês fazem no ringue, pode se preparar, porque eu não vou ser o único não, sou só um de muitos por vir, no meio de tantos que já existem e que levam ao futuro nosso tão promissor presente.

 

Obrigado ao WrestleBR pelo espaço e a todos que leram pela atenção, eu escrevo mais um pouco sobre o evento e a vinda do Luan a São Paulo aqui.

 

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A demissão de Emma e a falta de booking http://wrestlebr.com/coluna-do-lks-emma/ Tue, 31 Oct 2017 00:45:16 +0000 http://wrestlebr.com/?p=4698             Escrever é difícil. Inventar uma série de parágrafos que façam sentido no final de um texto é difícil. Criar personagens, mais ainda. Quando se trata de uma forma de entretenimento que mistura artes marciais com teatro, a dificuldade ultrapassa os limites. Na luta livre, o personagem deve ser bom, mesmo que não lute bem, […]

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            Escrever é difícil. Inventar uma série de parágrafos que façam sentido no final de um texto é difícil. Criar personagens, mais ainda. Quando se trata de uma forma de entretenimento que mistura artes marciais com teatro, a dificuldade ultrapassa os limites. Na luta livre, o personagem deve ser bom, mesmo que não lute bem, e, se lutar bem, o público deve possuir alguma simpatia por ele, pelo menos. Se nenhum desses fatores acontecer, a demissão é o caminho desses lutadores.

Foto: WWE

Todo ano, a WWE nos proporciona uma onda de demissões, que normalmente torna três ou mais lutadores desempregados. Esses, como em qualquer profissão no mundo, procuram outros lugares para lutar. Em alguns casos, o sucesso é grande o suficiente para a WWE olhar com bons olhos e querer recontratá-los. Aconteceram casos recentes, como o do atual NXT Champion, Drew McIntyre. Mas, por que isso acontece? Se os lutadores tem o talento reconhecido, por que não dão certo na primeira tentativa dentro do Reino dos McMahons?

São muitas as respostas para esse tipo de pergunta. A WWE possui um plantel recheado de superastros, dos mais habilidosos do mundo. Mas não é só isso que assegura o sucesso deles. The Miz é um péssimo lutador, mas suas habilidades com um microfone o tornam um superstar de credibilidade, fazendo com que a interação entre lutador e plateia seja intensa. Você odeia Miz, e ao mesmo tempo ama odiá-lo. Você ama Kalisto, mas se ele fosse embora, não faria muita diferença.

TOP. HEEL. Foto: WWE

A falta de carisma numa empresa de entretenimento, mesmo que de luta livre, pode ser arrasadora. Mas, uma ajudinha dos roteiristas, junto a Vince McMahon, podem ajudá-lo. Roman Reigns é a prova viva. Mesmo com grandes casos de insucesso com a plateia, o samoano continua a ter grandes rivalidades sendo programadas, e os roteiros das histórias seguem colocando-o em um patamar acima dos demais.

E quando isso não acontece? Claro que os roteiristas irão falhar, muitas vezes. Criar um personagem que agrade o público é possível, mas não vai acontecer sempre. Com isso, algumas estrelas, como Emma, perdem a atenção do público, mesmo com atuações de alto nível, como contra Asuka, no TLC. As tentativas de mudança de personagem para a lutadora acabaram por fracassar, e, no último domingo (28), veio a demissão.

Minha cara quando sou demitido
Foto: WWE

Economicamente falando, trabalhar na WWE significa estabilidade financeira para muitos lutadores. Porém, com o calendário gigantesco, as constantes chances de lesão, e as escassas oportunidades, muitas vezes é necessário se reinventar. As vezes essa transformação (como tentaram fazer com Emma, tornando-a Emmalina) está em outro lugar, com outro personagem. Quando o booking falha e a demissão é certa, um novo caminho pode ser traçado, e só podemos desejar sorte nos seus futuros empreendimentos.

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Ataque surpresa do Smackdown e suas consequências – #4 http://wrestlebr.com/ataque-surpresa-do-smackdown-e-suas-consequencias-4/ Tue, 24 Oct 2017 14:12:36 +0000 http://wrestlebr.com/?p=4678 Na edição de ontem do RAW, fomos surpreendidos com o Smackdown invadindo a arena e colocando o time inteiro da brand vermelha sob cerco. Foi um ataque totalmente premeditado, que colocou muita lenha na fogueira para o Survivor Series, próximo evento da WWE que conta com a clássica disputa entre as duas marcas principais da […]

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Na edição de ontem do RAW, fomos surpreendidos com o Smackdown invadindo a arena e colocando o time inteiro da brand vermelha sob cerco. Foi um ataque totalmente premeditado, que colocou muita lenha na fogueira para o Survivor Series, próximo evento da WWE que conta com a clássica disputa entre as duas marcas principais da companhia.

Uma coisa é certa, isso não vai ficar assim. Já esperamos uma resposta do RAW à altura, e essa foi a melhor ideia que alguém poderia ter tido para desenvolver esse Survivor Series. Vamos começar pontuando algumas coisas sobre esse ataque.

Diplomacia na Guerra

Antes do ataque, vimos Shane McMahon se aproximar de Kurt Angle para dar seus cumprimentos, conversar sobre a participação de AJ Styles e sobre o Survivor Series que estar por vir.  Mesmo com a estratégia já definida, não se via em Shane McMahon nada além de um representante do Smackdown presente para prestigiar seu principal nome participando do RAW.

E até mesmo quando declarou a guerra ao RAW, foi possível perceber todo o respeito pela hierarquia do comando. Shane poderia ter jogado baixo e atingir Kurt Angle com algum golpe, ou até mesmo mandar alguém fazer isso para não sujar suas mãos. Mas a estratégia foi muito clara: passar uma mensagem para o comandante acertando os seus soldados.

Não existe vilão, não existe mocinho

Nesse momento, não há mais essa definição de vilão ou mocinho. É guerra. É Smackdown vs. RAW. Vimos astros que no Hell in a Cell estavam lutando um contra o outro, como Dolph Ziggler e Bobby Roode, como AJ Styles, Tye Dillinger e Baron Corbin, todos juntos por um propósito: derrubar o RAW.

Isso tudo mostra como que o Smackdown ainda está acima de qualquer história. Becky Lynch indo pra cima de sua amiga Sasha Banks, Chad Gable descendo a mão em Jason Jordan. E ainda, um sujeito em particular que merece um espaço só para ele nessa coluna.

AJ Styles

O que esse cara fez nos últimos dias só mostra o quão incrível ele é. Desde sair do meio da turnê no Chile para pegar 18 horas de voo para suprir a ausência de Bray Wyatt no card do TLC, a liderar o ataque contra o RAW que o recebeu tão bem naquele mesmo dia. Simplesmente sensacional.

Não dá para ter certeza de até aonde essa história da WWE estava premeditada, mas o fato de ter colocado o AJ Styles para aparecer no evento do RAW e essa invasão acontecer logo em seguida possui uma sutileza incrível no detalhe. Ver AJ Styles atacando a dupla que estava ao seu lado momentos antes no RAW, é puro ouro. Fica parecendo que até a meningite do Wyatt foi causada pelo Smackdown, tudo para chegar nesse ataque.

Tudo que vai, volta

A expectativa agora é de como o RAW vai reagir. Kurt Angle tem consigo muitas peças que pode utilizar para isso. Pensando só no lado sobrenatural, em um só lugar temos Bray Wyatt, Finn Bálor e Kane. Só esses três já são o suficiente para aterrorizar o roster do Smackdown inteiro. Isso sem incluir Braun Strowman. Promessas de grandes histórias, visto que ainda temos um mês inteiro para o Survivor Series.

Fazia tempo que a WWE não me deixava tão empolgado com uma história. Essa invasão abriu espaço para muitas, mas muitas vertentes diferentes de histórias a serem trabalhadas. Agora nos resta esperar os próximos capítulos, e aguardar o que teremos hoje no Smackdown.

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WWE no Brasil: chegou a hora deles voltarem? http://wrestlebr.com/coluna-do-lks-wwe-no-brasil/ Mon, 23 Oct 2017 20:00:54 +0000 http://wrestlebr.com/?p=4665 A comunidade brasileira dos fãs de wrestling na internet está mais do que empolgada. O sucesso da WWE no Brasil está rendendo frutos, pelo menos é o que as notícias que corre no mundo da luta livre dizem. Como na coluna feita pelo o nosso querido presidente do WrestleBR, Airton, na semana passada, e já […]

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A comunidade brasileira dos fãs de wrestling na internet está mais do que empolgada. O sucesso da WWE no Brasil está rendendo frutos, pelo menos é o que as notícias que corre no mundo da luta livre dizem. Como na coluna feita pelo o nosso querido presidente do WrestleBR, Airton, na semana passada, e já publicado no Wrestling Observer Newsletter, a empresa pensa em ter uma estrela sulamericana. E, atualmente, o Brasil possui três lutadores no Performance Center, que treina as futuras estrelas da WWE.

Na lógica, essa estrela seria brasileira, já que os nomes estão sendo preparados. Adrian Jaoude, Taynara Conti e Cezar Bononi tem a chance de fazer o que apenas Paulo César Silva, o “Giant Silva”, fez no final da década de 1990: ser um brasileiro parte do elenco principal da WWE. Esse momento parece ser iminente, já que há um número crescente de aparições dos tupiniquins nos shows televisionados do NXT, inclusive com a participação importante de Taynara em um importante combate feminino. Nesse show, a nossa brazuca ajudou a nova facção badalada do NXT, a Undisputed Era.

Foto: WWE

Em 2008, muitos, principalmente os que não possuíam TV por assinatura, se surpreenderam com gigantes com trajes engraçados lutando em um ringue às quatro da tarde. Inclusive, o apenas conhecido por ser apresentador do “Aprendiz” norte-americano, Donald Trump, deu o ar da graça em um combate. E, logo, essa programação insana sumiu das nossas telas, e reapareceu em 2011, no Esporte Interativo. Canal pequeno à altura, com menos de cinco anos de existência. Alguns anos depois, de repente, a WWE surge no Fox Sports, ao vivo, como nunca havia sido antes. E nunca mais foi embora.

Desde então, com um canal de maior expressão, é inevitável que a base de fãs da empresa cresça dentro do país, já que o alcance é maior, o show já é exibido há mais de dois anos, inclusive com os comentaristas participando dos shows in loco. Além disso, a WWE realiza turnês pela América Latina praticamente todos os anos. Países como Chile, Peru e Equador já receberam os lutadores algumas vezes durantes esses últimos 10 anos. Essa semana foi a vez dos nossos hermanos argentinos os acolherem.

O Brasil, maior país do continente, recebeu a WWE em 2011. Uma grande novidade nas duas grandes capitais: Rio de Janeiro e São Paulo. Um dos shows, em terras cariocas, foi cancelado por problemas com o local de exibição. Mas o outro foi um grande sucesso…até o evento principal. Naquele momento, CM Punk e Chris Jericho rivalizavam pelo o cinturão, e Y2J era o vilão durante a rivalidade. Um torcedor lançou a bandeira do Brasil em sua direção, e Jericho, em um movimento involuntário, chutou o pavilhão nacional.

Foto: UOL Esporte

Clima de tensão gerado, suspensão para o lutador, grande polêmica. Mesmo assim, o Brasil conseguiu alcançar o seu lugar diante dos olhos da WWE. Talvez toda a polêmica com Jericho tenha dificultado o retorno da empresa ao Brasil. Mas, após anos turbulentos com grandes eventos, além de uma grave crise financeira acompanhada por todo o planeta, o retorno se tornou difícil. Agora, quando finalmente não teremos nenhum evento de grande porte no país, é possível que, finalmente, eles retornem. E estamos ansiosos por isso.

E pra você, será que é agora que ninguém segura esse país? Chegou a hora da WWE voltar ao Brasil?

 

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A WWE quer o Brasil no topo – #3 http://wrestlebr.com/a-wwe-quer-o-brasil-no-topo-3/ Thu, 19 Oct 2017 20:25:23 +0000 http://wrestlebr.com/?p=4654 Hoje cedo recebemos a notícia que a WWE quer consolidar alguma estrela sul-americana no topo da companhia, segundo o Wrestling Observer Newsletter. E o Brasil, com três wrestlers em atividade no NXT, é o mais cotado para ter essa estrela. Mas isso já estava mais que óbvio há muito tempo. São motivos e mais motivos […]

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Hoje cedo recebemos a notícia que a WWE quer consolidar alguma estrela sul-americana no topo da companhia, segundo o Wrestling Observer Newsletter. E o Brasil, com três wrestlers em atividade no NXT, é o mais cotado para ter essa estrela. Mas isso já estava mais que óbvio há muito tempo. São motivos e mais motivos para isso acontecer, e existem inúmeras razões para que isso dê certo. Vamos por partes.

Não é de hoje que a WWE dá sinais que está muito interessada no Brasil. O 5º maior país do mundo tem um potencial muito grande a ser explorado, e a questão é muito mais voltada para como entrar aqui de vez. E aos poucos ela foi tomando conhecimento de nosso território. Não deu certo em 2008, voltou de forma cautelosa em 2011 e resolveu engatar a quinta marcha e pisar fundo a partir de 2014.

William Regal veio aqui e, sei lá como, saiu atrás de tudo que é biotipo apropriado para a WWE. Não interessava se tinha background de wrestling, MMA, jiu jitsu, capoeira ou até mesmo se jogava wrestling fake no Orkut – ele veio e voltou pros EUA com 10 prováveis nomes. Desses ficaram dois: Cezar “V8” Bononi e Adrian Jaoude.

Desde então, gradativamente eles foram ganhando espaço no Performance Center e nos house-shows do NXT. Sempre aparecendo em alguns vídeos, como um em que mostram aos americanos o churrasco brasileiro. E também em aparições maiores, como sendo os seguranças de Goldberg em plena Wrestlemania.

E enquanto eles faziam o papel deles lá no ringue, nós daqui íamos aumentando o nosso público e chamando cada vez mais a atenção dos responsáveis pela WWE. Assunto já confirmado por nada mais, nada menos que Stephanie McMahon em conversas com nossos narradores oficiais, Marco Alfaro e Roberto Figueroa. Aliás, outro fato a se reparar é que eles não só nos representam nos PPVs, como também são os primeiros comentaristas – depois dos espanhois e alemães – a aparecerem quando Michael Cole anuncia as mesas intercontinentais presentes. Estamos na frente até dos indianos, que possuem público gigantesco e um representante, mesmo que fictício, como campeão da WWE.

Isso já é o suficiente para ter certeza que estamos bem cotados com os McMahon, mas ainda tem mais. Ô se tem.

Eis que surge um novo talento brasileiro realizando treinamentos em Orlando. Seu nome era Taynara. Faixa preta em judô e faixa azul no jiu jitsu, Taynara Conti entrou na WWE com zero experiência nos ringues. Isso mesmo, zero. Em pouco menos de um ano, ela já estava participando do Mae Young Classic, e chamou muita atenção de quem a viu.

Taynara tem tudo aquilo que se pode dizer de bom de nós. Sua garra, determinação, ferocidade. Do tipo que perde uma luta e ainda sai por cima. Ela não só já estreou na TV pelo NXT, como também está dentro de uma das maiores promessas atuais da brand amarela: a Undisputed Era. Uma gangue com Adam Cole, Bobby Fish e Kyle O’Reilly, que são apenas três dos maiores nomes da luta livre mundial. Eu posso arriscar aqui que até o final do ano veremos nossa brasileira carregando o cinturão feminino do NXT. Se não, pelo menos muito perto disso.

Agora que já mostramos como a WWE pretende fincar sua bandeira na nossa terra, temos que mostrar o porque de essa ser a melhor decisão possível. O Brasil é uma mina de ouro pra WWE. Só era preciso as ferramentas certas, e elas estão em mãos.

Nosso público é insano. Nós somos a nação mais calorosa quando se trata de torcer, ser fã e apreciar. Mas para sermos tudo isso, precisamos principalmente de uma coisa: sermos os campeões. Muitos são os exemplos para deixar isso mais que óbvio. Guga fez o Brasil acompanhar tênis, Fórmula 1 passa até hoje na principal emissora do país graças a Ayrton Senna, e o mesmo vale para o vôlei.

Tudo isso tem um ponto em comum no seu auge aqui no país, todos estavam com nossa bandeira no lugar mais alto do pódio. O UFC virou febre no Brasil com vários brasileiros carregando cinturões, e hoje em dia as conversas pós grandes lutas diminuíram drasticamente, curiosamente, o número de brasileiros campeões também.

Brasileiro sendo campeão gera audiência, e audiência gera dinheiro. Parece que finalmente alguém levou essa informação para a WWE, e eles querem isso pra já. Assim que um dos nossos colocar a mão em um título, seja do NXT ou principalmente da WWE, eu sugiro que vocês apertem os cintos.

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A vez delas – 2016 http://wrestlebr.com/a-vez-delas-2016/ Tue, 17 Oct 2017 19:00:11 +0000 http://wrestlebr.com/?p=4616 A revolução das mulheres. Demorou, mas finalmente foi dada a atenção que elas mereciam desde o primeiro dia no mundo da luta livre.  Women’s Revolution. Esse é o nome que ficou para a história. Hoje em dia vemos elas nos holofotes e eventos principais da noite de forma bem mais natural, e parte da razão […]

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A revolução das mulheres. Demorou, mas finalmente foi dada a atenção que elas mereciam desde o primeiro dia no mundo da luta livre.  Women’s Revolution. Esse é o nome que ficou para a história. Hoje em dia vemos elas nos holofotes e eventos principais da noite de forma bem mais natural, e parte da razão para isso é o tema que mereceu o destaque de 2016 nessa série.

Pra falar sobre a Women’s Revolution, temos que primeiramente voltar em 2014, quando ela realmente começou. Percebi algumas pessoas comentando sobre o fato da Emma dizer que ela começou a Women’s Revolution, e ela está totalmente correta. O primeiro passo dado dessa revolução foi no NXT ArRIVAL, quando Paige derrotou Emma pelo NXT Women’s Championship, numa luta que foi o divisor de águas de toda a história feminina da WWE dali em diante.  Acostumados com 5 minutos de lutas pobres em técnicas e habilidades, as duas mostraram que as mulheres podem muito mais. A partir dessa luta, a WWE começou a olhar de forma mais sérias para suas lutadoras.

AJ Lee carregava a divisão feminina da WWE mostrando algo diferente do que estávamos acostumados a ver.  Rivalizando com a própria Paige e até mesmo melhorando nossa imagem quanto às divas mais veteranas como as Bellas Twins. Enquanto isso, no NXT uma nova geração feminina começava a florescer e ganhava força dia após dia. Surgia a Four Horsewomen, nome informal dado para o conjunto de Bailey, Becky Lynch, Charlotte e Sasha Banks. Alternando as rivalidades entre si, as lutas cada vez mais se tornavam longas e cada vez mais se tornavam expressivas. Podemos citar aqui inúmeras delas. O reinado de Sasha Banks é refletido até hoje em sua personagem, com a forma poderosa em que ela se apresentava. Esse desempenho fora da curva propiciou a elas diversos grandes momentos, como estarem no evento principal do NXT e de alguns Takeovers, incluindo na despedida delas para ir pra divisão principal da companhia, quando o cinturão finalmente ficou com Bailey. Todos esses momentos emocionantes você consegue acompanhar na WWE Network.

E finalmente a Women’s Revolution chegou com tudo aonde os holofotes da WWE realmente estão apontados. E é claro que elas não decepcionaram. Mesmo num espaço onde egos já estão criados e, por mais que mereçam, é um caminho muito difícil para ter sucesso. Aqui, quem mais conseguiu se destacar foi Charlotte. Com sua posterior streak interminável em PPVs, a filha de Ric Flair dominou por completo a divisão feminina. Pudemos perceber o quão boa ela consegue ser como vilã, atingindo o público bem no fundo e nos fazendo odiar o fato de ela ser tão incrível.

Sua rivalidade com Becky e Sasha começou depois dela mostrar os primeiros momentos de vilania, ao fingir uma lesão e usar Ric Flair para distrair Becky, tudo isso para manter o seu cinturão no RAW, Smackdown e também no Royal Rumble. E depois de vencer Nikki Bella no Fastlane, a filha de Nature Boy também reteve seu título no Roadblock contra Natalya. Cada vez mais, o público a odiava e o poder subia mais e mais à sua cabeça.

A luta do ano começou a ser desenhada quando Charlotte resolveu interferir em uma disputa entre Sasha Banks e Becky Lynch para saber quem teria o direito da lutar pelo seu cinturão. Ao atacar ambas e fazer a luta terminar sem vencedora, o tiro veio pela culatra. Em vez de não ter mais uma adversária, agora ela teria duas para enfrentar no maior palco de todos, a Wrestlemania 32.

Logo no começo do evento, a lendária Lita veio ao ringue anunciar que as três não disputariam o Divas Championship, mas sim o mais novo cinturão feminino, o WWE Women’s Championship. E a maior Wrestlemania de todas merecia algo grande assim. A vitória agora tinha um valor muito maior, quem tivesse seu braço levantado pelo juiz ao final do combate cravaria seu nome para sempre na história.

Depois de algumas lutas e histórias sendo escritas, era finalmente a hora delas. O vídeo promocional da luta sendo exibido mostrando o caminho delas até ali, a emoção já estava por toda a parte. Era o ápice da Women’s Revolution, elas finalmente chegaram no topo. A emoção era vista no rosto de cada uma delas a todo momento. Não era mais a famosa hora de ir ao banheiro ou fazer um lanche, o público queria ver essa luta. O público esperava por elas.

A primeira a descer ao ringue foi Becky Lynch. Definitivamente a underdog de toda essa revolução. Uma das wrestlers mais técnicas que temos, sempre fica no quase na hora do vamos ver. A trajetória de Becky é a perfeita explicação sobre não só de vitórias viver um bom superastro. Mesmo sendo sempre a menos cotada do trio, ela nunca deixou de entregar combates valiosos.

“Tinha um sonho que não havia conquistado, não há nada me puxando para baixo agora. Porque uma garota vai empurrar tudo que ver pela frente.” Esse primeiro verso da música tema de Sasha Banks reflete muito bem toda a sua trajetória até aqui. Obstáculo atrás de obstáculo, todos derrubados por elas. E lá elas estavam, na frente de 100 mil pessoas sendo o centro das atenções. E pra mostrar como manda no pedaço, Sasha ainda trouxe nada mais nada menos que Snoop Dogg para trazê-la ao ringue.

E por fim a campeã. Utilizando do mesmo tecido da roupa que seu pai usou para seu último combate da história, na Wrestlemania 24, Charlotte veio ao ringue acompanhada do Nature Boy. Uma entrada que dispensa comentários, que deixa qualquer um de boca aberta por tamanha grandiosidade. Estava tudo pronto para o começo da peleja.

O ringue soou e rapidamente já vemos Sasha Banks e Becky Lynch se alinhando para acertar Charlotte. Depois de várias tentativas de pin, Charlotte consegue um big boot em Becky Lynch, mas já é logo acertada por um springboard hurricanrana de Sasha Banks. A luta segue quente até que Charlotte consegue encaixar o Figure Four em Lynch, mas de forma ágil Sasha aplica um Frog Splash e fica muito perto de conquistar o título.

O combate não para um minuto, o público acompanhando sem piscar um segundo sequer. Sasha Banks voa pela segunda corda para acertar Charlotte que estava fora do ringue, enquanto Lynch tira Ric Flair de cena. E depois de jogar a Charlotte de volta pro ringue, Banks não esperava pela retomada da loira. Charlotte subiu na 3ª corda e aplicou um moonsault perfeito nas duas adversárias fora do ringue! Não bastasse, aplicou o Natural Selection em ambas ao mesmo tempo. Mas isso aqui é Wrestlemania, bebê. Nenhuma das duas deixou passar da segunda contagem.

Até que Becky Lynch consegue aplicar seu armbar em Charlotte, mas logo é surpreendida pelo Bank Statement de Sasha. Becky pensou ter escapado, mas Sasha rolou com ela de volta pro centro do ringue. Charlotte viu uma brecha e aplicou o Figure Four em Sasha Banks, elas não param! Becky Lynch puxa Sasha para evitar que ela perca para Charlotte, e as três então começam a trocar socos. Charlotte então consegue um spear em Sasha Banks, mas é jogada no corner por Becky Lynch. Ela então sobe nas cordas e aproveita para aplicar um suplex em Charlotte!!!! Antes que pudesse tentar fazer algo, Becky Lynch é surpreendida por um Bank Statement. Quando já estava para desistir, Charlotte jogou Sasha Banks para fora do ringue e aplicou seu Figure Eight. Num último suspiro, Sasha Banks tentou voltou ao ringue, mas foi impedida por Ric Flair. Com o clássico Figure Eight aplicado, Becky Lynch não suporta a pressão aplicada e bate. Charlotte vence e fica com o WWE Women’s Championship!

Charlotte ergue seu título com orgulho enquanto se retira do ringue. O público aplaude as três de pé, e acolhe Sasha Banks que está desolada por ter ficado por um triz de ter ganho o cinturão. A história já estava feita. O que essas três fizeram numa Wrestlemania jamais será esquecido. Mais uma vez, pudemos olhar para as mulheres e ver que elas são capazes de qualquer coisa. E isso está apenas começando.

Estamos numa época muito feliz para as mulheres na WWE. E a tendência é só melhorar. A Women’s Revolution mudou todo o cenário e o céu é o limite para elas. Quem sabe um dia não vemos elas fechando a noite com a luta principal da Wrestlemania?

Gostou da volta dessa série? Você pode conferir os outros anos aqui embaixo!

2008 – 20092010 2011 201220132014 – 2015 – 2016

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Os dias de Jinder Mahal como WWE Champion estão contados? http://wrestlebr.com/coluna-do-lks-jinder-mahal/ Mon, 16 Oct 2017 21:30:37 +0000 http://wrestlebr.com/?p=4602 A WWE é a maior empresa no ramo da luta livre mundial. Com fãs por todo o globo, é necessário criar um elo de identificação com a base de fãs de uma certa região ou país. Assim, Vince McMahon e sua equipe de criação atualmente apostam em nomes estrangeiros ou com raízes de determinada localidade […]

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A WWE é a maior empresa no ramo da luta livre mundial. Com fãs por todo o globo, é necessário criar um elo de identificação com a base de fãs de uma certa região ou país. Assim, Vince McMahon e sua equipe de criação atualmente apostam em nomes estrangeiros ou com raízes de determinada localidade para obter destaque na empresa. Lutadores do Japão, como Asuka e Shinsuke Nakamura, ou do México, como foram Alberto del Rio e Sín Cara são exemplos. E a Índia, com seus 1.3 bilhões de habitantes, não poderia ficar de fora.

No final da década passada, a empresa investiu em The Great Khali, um gigante com mais de 2,10m de altura e uma aparência indestrutível. A aposta foi tão alta que o indiano chegou a ser World Heavyweight Champion, em 2007, em um momento que Batista, Edge e Undertaker eram os principais nomes do SmackDown. Contudo, devido a sua habilidade limitada dentro do ringue e com pouquíssimo carisma, logo as oportunidades do personagem foram indo pelo ralo, até sua saída da empresa, anos mais tarde, servindo apenas para um personagem de humor.

Porém, a Índia possui uma população gigantesca que é fã de luta livre, e, numa visão realista, apostar em um nome indiano pode gerar um grande mercado para a WWE. Sendo assim, Vince e seus bookers resolveram novamente investir em um nome para representar o nome indiano. Jinder Mahal, canadense, mas com ascendência indiana, estreia em meados de 2013, porém, não agrada no primeiro momento. Seu destino, assim como o de Khali, parecia ser o de participar de momentos menores dentro do show, sendo inclusive integrante da 3MB, facção que contava com Heath Slater e Drew McIntyre.

Foto: WWE ©

Dos três integrantes da 3MB, apenas Heath Slater permaneceu na empresa, os dois outros logo foram demitidos. A WWE, naquele momento, fica sem um representante indiano de destaque, como possuiu com Khali por um tempo determinado. Entretanto, em 2016, a WWE promove novamente a divisão dos lutadores em seus shows semanais. O Draft gerou uma diminuição de lutadores, divididos em RAW e SmackDown Live. Jinder Mahal, após dois anos longe da empresa, retorna.

No primeiro momento, seu retorno era mais do mesmo. Mahal seguia sendo um jobber, sem vitórias e sem apelo. Porém, o ano de 2017 trouxe o lutador com mais força, fisicamente e dentro dos backstages. O personagem foi repaginado, possuía porte de Main Eventer, conquistou vitórias e rapidamente ascendeu dentro do plantel da empresa. Sua mudança para o SmackDown Live trouxeram rumores de que finalmente poderia ser aproveitado em uma corrida pelo título, na época o dos Estados Unidos. Porém, a escalada foi maior do que poderíamos imaginar.

Mahal, em um combate eliminatório, recebeu a oportunidade de lutar pelo WWE Championship no Backlash. Para a surpresa de toda a comunidade da luta livre na internet, Mahal vence o combate contra Randy Orton, um dos maiores nomes dos backstages da empresa, Main Eventer por mais de uma década. Jinder Mahal, ele mesmo, é o novo campeão da WWE. Esse é o seu primeiro título dentro da empresa. Surpreendente, como deveria ser a luta livre sempre.

Foto: WWE ©

Desde então se passaram cinco meses, e o Modern Day Maharaja continua como campeão. A expectativa era de um reinado de curta duração, que logo Orton retomaria o posto de campeão. Porém, Jinder Mahal segue sendo uma grande aposta, com seu visual renovado e um cinturão nos ombros. Há a expectativa de que ele siga como campeão durante a turnê na Índia, que seria a coroação de um investimento feito por Vince, caso a turnê seja um sucesso de vendas. Lutadores, mesmo que heels, tendem a ser ovacionados em suas casas.

Entretanto, os número dizem o contrário a aposta da WWE. Desde que Mahal se tornou campeão, a audiência dos programas da empresa caíram na Índia, criando um efeito reverso ao esperado. E, suas promos, ditas por muitos como repetitivas, não surtem o impacto que um personagem heel deveria passar. Ademais, o seu próximo desafiante pelo cinturão tende a ser AJ Styles, nome consagrado dentro da luta livre mundial e o principal lutador do SmackDown Live.

É provável que Jinder Mahal fique com seu cinturão ao menos até dezembro, quando a WWE promoverá o retorno do Starrcade, icônico evento da antiga WCW, para a marca azul. Porém, esse pode ser o último evento do indiano como campeão. Será que os dias de Jinder Mahal como WWE Champion estão contados?  Vamos esperar pra ver.

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