Não comparar com o UFC
Eu poderia inserir essa parte no passo acima, mas a comparação é tão recorrente que merece um passo próprio. As semelhanças com as artes marciais ficam apenas no visual, quando você olha a fundo o wrestling, percebe que essa comparação não é sequer lógica. Se você fosse buscar alguma ligação, o máximo que podemos dizer é que o wrestling é uma forma de encontrar o melhor resultado para os negócios, coisa que o UFC não consegue fazer por se tratar de um esporte onde qualquer um dos dois oponentes pode ganhar o embate. O UFC é uma entidade séria, regida por um regulamento e com profissionais da área que garantem que tudo seja dentro das regras. O wrestling, por outro lado, utiliza as regras da forma que achar melhor, seja fingindo que não viu certo golpe sujo, seja declarando que não haverá regras. Essas tais regras do wrestling, não passam de componentes para dar o tom da partida. Os dois mundos não só podem coexistir, como de fato coexistem. Rampage Jackson, uma lenda do MMA, reveza entre combates no MMA e lutas na TNA. E o caso mais famoso é o de Brock Lesnar, que antigamente havia deixado a WWE para competir no UFC, e conquistou o título dos peso pesados por lá. Nesse mês, Lesnar retornou ao UFC, mesmo ainda sendo contratado e ativo pela WWE, onde venceu Mark Hunt de forma inquestionável. E estará de volta a WWE no dia 21 de agosto para enfrentar Randy Orton, mostrando que é possível viver nesses dois mundos, e eu quero ver quem é que vai questionar as capacidades dele de lutar numa luta de verdade.
Eu garanto a você que se você conseguir seguir esses três passos, com poucos episódios assistidos você será capaz de não só gostar de wrestling, como admirar e se animar com toda essa maluquice que ocorre no squarred circle. Quanto mais a fundo do wrestling você vai, mais aprende e admira toda a engrenagem que faz esse mundo rodar. Se você seguir esses passos e ainda assim não conseguir achar nada legal no wrestling, todos nós fãs não temos nenhum motivo para assistir.
Wrestling é vida