Aquele cara pt. 2

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Eddie Guerrero morreu há 15 anos, no dia 13 de novembro de 2005

Há cinco anos atrás, quando o mundo era bem diferente do atual, publiquei no ainda desconhecido WrestleBR, meu primeiro texto sobre Eddie Guerrero.

Em novembro de 2015, um Lucas, com seus 19 anos, explicava porque, para ele, Eddie era uma figura marcante. Seu carisma impressionante – e raro – fazia com que, com apenas um sorriso, tivéssemos a certeza que ele era um superastro.

Assim como o Lucas de cinco anos atrás, meu argumento se dá pelo que eu vi em vídeos, pois infelizmente, por menos de dois anos, não pude assisti-lo ao vivo.

Essa especificidade faz com que, para mim, Eddie se torne um mito. Aquele que morreu antes de se tornar um vilão, como outros, e que me encantou como poucos.

Dentro do ringue, Eddie era uma unanimidade. Um grande lutador, que se vivo hoje em dia, e disposto a lutar, poderia fazer grandes espetáculos com seus 50 anos de idade, assim como Chris Jericho ou Dustin Rhodes.

Com o microfone, um carisma que o coloca em um patamar que poucos alcançaram, de entreter gregos e troianos e ser capaz de fazer pouquíssimos – ou quase ninguém – contestar sua relevância.

Um dos poucos que rompeu a barreira imposta por Vince McMahon a lutadores com talento, e como Daniel Bryan, Kofi Kingston e outros, teve a torcida como principal patrocinadora da sua ascensão, se tornando um dos únicos a bater Brock Lesnar de forma limpa em Pay-Per-Views até hoje.

Sua morte prematura escreveu um fim a uma história que o púbico não queria que acabasse. Na mente dos fãs, muitas questões sobre sua carreira não foram – e nunca serão – respondidas. Trágico ou mágico, faz com que possamos imaginar qual seria o seu destino, o que ele estaria fazendo na luta-livre em 2020 e qual seria seu impacto na arte até hoje.

O mundo, em muitas oportunidades injusto, faz com que um coração pare de bater antes que nós, que o amamos, possamos ter mais um momento com ele. Pudera eu ter tido algum momento acompanhando Eddie, que fez eu me apaixonar por seu coração, mesmo depois dele ter parado de bater.

Ele será para sempre aquele cara. Um talento incomum, com um jeito irreverente que flutuava entre os grandes, mesmo com uma persona totalmente irreverente. Querido e completo, justificava suas oportunidades e merecia muito mais. Em 13 de novembro de 2005, seu coração parou antes que pudéssemos saber o quão mais ele poderia merecer.

Gostem ou não, Ultimate Warrior é um dos meus personagens prediletos. Em 2014, quando fez o seu discurso no RAW, um dia antes de sua morte, e disse que o poder do guerreiro viveria para sempre, um ciclo foi completo. Sua redenção foi conquistada, e aos braços do público teve uma despedida, dos ringues e da vida, de forma digna – e emocionante.

Guerrero, que não dava sinais que nos deixaria, foi embora subitamente, enquanto aparecia todas as sexta-feiras, no Smackdown. Foi embora sem se despedir, deixando um vazio no peito que só o seu sorriso e sua presença poderiam preencher. Sem discurso de despedida, sem todas as homenagens que deveria receber em vida.

Mas aquele cara, 15 anos depois, segue no nosso imaginário. Esse é o peso de morrer como um herói. Sua alma vive eternamente no coração de quem continuar a amá-lo, mesmo quando seu coração parou de bater.

Viva la Raza!

Lucas Gomes

Não sou um profissional.

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