O excelente RAW de 02/03

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Precisamos reconhecer um bom RAW quando vemos, e foi isso que o RAW de 02/03 nos fez pensar. Foi um programa que durante as 3 longas horas de duração conseguiu cativar o público em algum momento.

E olha que isso não é uma tarefa fácil. Eu não tenho mais o costume de acompanhar o RAW até o final, principalmente por conta do horário. Quando me dei conta, já estávamos caminhando para o fim dele. Ou seja, o tempo voou, e isso diz muito sobre o programa.

Brock Lesnar é gigante

Precisamos reconhecer isso, é a mais pura verdade. Erramos ao julgar Brock Lesnar, o problema não tem como ser ele. O que Lesnar fez nesse RAW foi sublime, e olha que ele só apanhou.

Drew McIntyre não só saiu por cima, ele saiu pelos ARES da arena em Brooklyn. Uma encarada daquelas de cinema, Brock Lesnar ameaçou sair do ringue para apenas voltar e levar essa bicuda (agora eu só chamo o Claymore Kick assim) dali de cima. Fosse só isso e ida aos comerciais já estaria ótimo, certo? Mas teve mais, teve Lesnar falando em off, é claro, e dando um toque ainda mais significativo no ataque de Drew McIntyre.

Desculpa as vezes em que eu reclamei de você, Brock Lesnar.

As ruas lembram

Temos que dar uma moral pra plateia de Brooklyn, que estava quentíssima ontem no RAW de 02/03. Os Street Profits chegaram colocando a galera mais pra cima ainda, era hora da disputa dos cinturões.

Seth Rollins, ou como ele diz, o Monday Night Messiah e seu discípulo, Buddy Murphy, vieram com uma roupa bonitaça até, mas sucumbiram. A luta foi ótima, divertida, e os Street Profits tiveram o mercido push para o título. Acredito que colocar Kevin Owens para atacar Rollins foi a forma de tirá-lo do cenário de duplas e garantir mais uma luta individual para a Wrestlemania.

No mais, pegue seu copinho vermelho e celebre o título de Montez Ford e Angelo Dawkins.

Ainda na 1ª hora do RAW

Não sei o que Ricochet fez para merecer essa verdadeira enterrada que está levando, pois não há sentido nenhum em fazê-lo perder para Riddick Moss a essa altura do campeonato, tampouco engrandece o Moss essa vitória.

E vamos para a segunda hora do RAW de 02/03.

AJ Styles perdeu a noção do perigo

Quando Undertaker apareceu no Super Show Down atacando AJ Styles e, consequentemente, vencendo aquele troféu de gelatina, ficou muito óbvio que teremos o coveiro contra AJ Styles na Wrestlemania. É uma luta que ninguém esperaria, mas que deverá ser interessante de assistir.

Talvez já tenhamos visto muitas vezes o mesmo roteiro, o lutador provoca Undertaker por semanas até que perto da Wrestlemania vem a resposta e ele sai morrendo de medo, e a provocação já começou com AJ Styles vencendo Aleister Black, que eu já chamo de filho do Undertaker, colocando o filhão na posição característica em que Undertaker coloca seus derrotados.

Fonte: WWE.com

Eu queria ver uma dinâmica diferente dessa vez, talvez com Undertaker aparecendo um pouco mais, fazendo alguns jogos mentais como antigamente. Até porque, nostalgia é o que não falta.

A aranha de Rowan

Depois de meses arrastando essa história de gaiola, finalmente descobrimos o que Erick Rowan guardava. É verdade que ninguém mais se importava com o que fosse, porque dificilmente seria algo convincente o suficiente pro público gostar, mas uma aranha de brinquedo foi demais…

E vamos pra última hora do RAW.

Becky Lynch, Shayna Baszler, Kabuki Warriors…

Shayna Baszler enfrentou Kairi Sane na virada da segunda pra terceira hora, e me surpreendeu a duração da luta. A duração foi muito pela história das duas no NXT, mas acho que para a estreia de Shayna, talvez pudesse ter sido um pouco mais agressiva e curta.

Menção honrosa para o outfit de Becky Lynch.

Fonte: WWE.com

Antes do main event

Rey Mysterio e Humberto Carrillo venceram Angel Garza e Andrade numa excelente luta de duplas. Essa foi a última luta do RAW, e realmente entregou o que precisava entregar. Nada a acrescentar aqui.

Vamos para o momento da noite.

Randy Orton dá aula de vilão

Quando foi anunciado que Beth Phoenix viria ao ringue para falar de seu marido, Edge, eu já esperava que acontece uma das duas coisas a seguir: ou Randy Orton atacaria Beth, ou Edge apareceria para revidar a coça que levou.

E antes de chegar lá, Orton fez uma promo daquelas que a gente se pergunta por que é que ele não faz isso mais vezes. Ele e Beth Phoenix foram sensacionais no desenvolvimento do storytelling, com Orton realmente falando coisas que eram muito difíceis de se ouvir. É aquele momento em que o público não sabe se fica puto ou se aplaude, porque foi um discurso e tanto.

Orton exaltou todos os momentos com Edge, e o quão importante ele foi para sua carreira. E por fim, colocou a culpa de seus atos todos em Beth Phoenix, dizendo que ela é a culpada por tudo isso, que Edge é um viciado pelo barulho da plateia e que ela não fez nada para impedir a sua volta. E fez o que fez somente para que Edge pudesse continuar a ser o pai de seus filhos. Foi uma coisa dura de se ouvir, e Beth Phoenix reagiu como qualquer um deveria: com um belo tapão na cara. Orton reagiu a chamando de “bitch”, e foi depois do chute que ele levou que veio o absurdo.

Randy Orton acertou um RKO em Beth Phoenix e tudo que consigo pensar é o quão sádica será a resposta de Edge a isso. Cabe a nós aguardar os próximos capitulos dessa saga.

Esse foi um RAW excelente, do início ao fim.

Airton Reis

Conheci a luta livre em 2008 e isso mudou a minha vida. Surgiu a ideia do WrestleBR em 2014 quando a WWE passou a ser ao vivo por aqui. Desde então, escrevo sobre tudo.

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