Número um

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Este é um artigo diferente. Uma coluna sobre competição. Uma mensagem de ódio contra a zona de conforto. Uma resenha a favor de uma nova alternativa. Este, meus amigos e amigas, é um texto sobre novidades. Mas eu vou abordar os dois lados da moeda, fique tranquilo. Sem citar nomes ou companhias. Abra sua mente e deixe sua imaginação fluir.

O novo assusta. A novidade chega a assustar, sim, muitos fãs de uma mentalidade mais conservadora e que não gostam de ver seus programas favoritos ameaçados ou preteridos. É normal, amigo. O mundo funciona desse jeito. Algumas pessoas têm medo de mudança das novidades que o mundo possa lhes oferecer.

Mas é importante você entender que a novidade só lhe faz bem. Mais opções no pro-wrestling significam mais empregos, mais famílias sendo alimentadas de forma propícia. Mais opções no pro-wrestling significam novos personagens, novas storylines, novas lutas, novos momentos memoráveis e, sim, novas lendas. Afinal, por que não?

A novidade do momento é elogiada, por ser uma novidade ambiciosa e de certo ponto um pouco arrogante – foque no ambiciosa. A novidade do momento é aclamada por ser diferente, mas, principalmente, por não se preocupar tanto com o produto da líder e cometer o erro de tentar vencê-la em seu território. Já dizia vovó Helena: não cante de galo no terreiro dos outros. Tentar copiar a líder nunca deu certo, em lugar algum, em hipótese alguma. No pro-wrestling, isso é multiplicado por 700 milhões e as consequências são graves.

Vocês, fãs, não esquecem. Um erro e acabou. E praticamente todos erraram. Aqueles que tentam obter um pouco de protagonismo, acabam tentando copiar, e justamente as partes que não deveriam. Sempre faltou originalidade aos que tentaram e tiveram coragem de se arriscar. E também existem aqueles que são pequenos e gostam de assim permanecer, seja por falta de condição financeira ou de coragem. Assim tá bom, deixa quieto, diria um carioca qualquer.

Mas é importante ressaltar sobre os novatos. Coragem não falta. Visão muito menos. Originalidade, nem se fala. Mas algo que me deixou feliz até aqui foi a vontade de ser diferente, mas sem querer desrespeitar o passado ou tentar ignorá-lo. Igualdade, respeito e vontade. Foi apenas um show, eu sei. Mas acompanhando os bastidores, as notas na imprensa, a repercussão… Foi diferente. E até o líder, quem diria, sentiu o baque. E sua resposta foi desprezível, com um dos piores shows que já vi nesse ano – que vem sendo um dos piores dos últimos anos.

Não tenham medo de novidade. Comemorem. Mas comemorem. E mesmo se você não gostou ou não pretende dar uma chance ao novo valente, comemore. Afinal, o líder terá que se remontar caso não queira perder mais pessoas de seus shows. Ele sempre vai continuar sendo o líder, não tenha dúvidas. Agora, tenho minhas dúvidas se, caso continuem exatamente deste jeito e não queiram sair da zona de conforto, continuem tão felizes assim.

Tire seu sorriso do caminho…

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