WWE Saturday Night’s Main Event – 24/05/2025: Bom, Mau e Feio

Então você quer saber o que rolou de melhor e pior no Saturday Night Main Event? Bem-vindo ao Bom, Mau e Feio, onde elencamos os melhores, piores e absurdos pontos deste evento especial da WWE. A edição analisada hoje é a do dia 24 de maio de 2025.

BOM

Sabu Zayn e Bronson Reed

Já lamentamos muito o triste falecimento do Sabu aqui neste site, principalmente nos podcasts da casa. Contudo, toda vez que o gênio Sabu for referenciado, vale a menção e, no combate de Sami Zayn e CM Punk vs Bron Breakker e Seth Rollins, Zayn fez questão de, após um sprinboard moonsault, apontar o dedo para cima, fazendo a taunt do Homicidal, Suicidal, Genocidal e Death Defiant Sabu.

Além disso, apontaram no twitter que tanto Punk quanto  Zayn usaram as cores da Palestina em suas roupas, que provavelmente é o máximo de apoio e protesto que eles podem demonstrar na TV dentro da estrutura da WWE.

E por falar em apoio, quem apoiou bastante foi o retornante Bronson Reed, que atropelou CM Punk fora do ringue e permitiu que Breakker desse um spear em Zayn para levar a vitória ao time do arquiteto.

A bola de que Reed voltaria para a Stable do ex-shield foi cantada neste podcast aqui. É muito bom estar certo.

Dos combates do evento, dentro dessa estrutura horrível na qual o SNME funciona, esse foi provavelmente o melhor, disputando com a Cagematch.

Ron Cena

A luta de John Cena vs R-Truth foi a epítome do que os combates do Sabadaço Main Event são: curtas e direto ao ponto. Alguns duelos até funcionam nesse formato.

Não vou dizer que funcionou, porém perto de outros desastres que tivemos, pelo menos vimos o R-Truth de John Cena, obedecendo a lógica de Zorra Total na qual Ron Killings, ou melhor, Ron Cena, está inserido há mais de uma década dentro da WWE.

Veja, eu estou me esforçando para preencher essa categoria aqui, então releva.

Evolution 2

Podia estar falando da stable do Rollins, mas na verdade é o PPV feminino mesmo! Durante as 28 mil propagandas, que perfuram esse evento como um amaciador de carne da shopee naquele torresmo que eu sempre estrago, alguns anúncios foram feitos. E um deles foi de que o evento exclusivamente feminino Evolution está de volta à WWE.

Alguns meses atrás eu participei de um Elas que Lutem, podcast excepcional de Julia Zago, em uma edição sobre o a Womens Revolution em que se falou sobre a edição original do Evolution. Nesta feita, discutimos sobre a possibilidade de uma nova iteração do evento e, sinceramente, parecia pouco provável na época.

Mas não é que aconteceu? Espero que a WWE saiba aproveitar o potencial que grande parte desse roster tem, apresentando não só um card interessante, mas também um pacote atrativo, ao contrário da divulgação e apresentação do último que foi quase inexistente.

Quando se analisa com mais frieza, é quase patético que tenha demorado tanto para a WWE fazer outra edição do Evolution. Espero que venha maior e melhor.

MAU

Six-One-Nah

Começo deixando claro que não sou um fã muito assíduo da Chelsea Green, então tudo o que for dito pela lutadora anteriormente conhecida como Rosita, será justamente pela seu (hiato de) mérito e não por conta da campeã anterior.

Zelina Vega é chata demais. Sua luta com Chelsea Green foi o ápice da água de chuchu, num combate em que tentou-se compensar o tempo diminuto que lhes foi dado com pseudo grandes momentos que acabaram se demonstrando ou dispensáveis, como foi o Powerbomb de Chelsea em Zelina para fora do ringue, um spot perdido ali no meio, ou plenamente patéticos, como foi o arremedo de 619 em cima de Chelsea Green.

Dizem que antes de se chegar ao paraíso é preciso passar pelo purgatório, o que tem tudo a ver com esse 619 da campeã americana. O paraíso vai chegar quando ela perder.

No Yeet

Eu simpatizo muito com Jey Uso, mas essa luta dele foi nada com porra nenhuma. O campeão mundial de pesos pesados precisa de alguém com um mínimo de estofo para que ele consiga ser guiado a um combate bom, já que o campo bola da luta livre não é o seu forte; venhamos e convenhamos, Logan Paul não é o lutador para dar essa base.

O Youtuber acusado de fraude mais amado do twitter, ao contrário do que se prega por aí, não é um bom lutador, mas sim um atleta bem capacitado que consegue executar golpes e ter um timing aceitável, sem conectar essas ideias em uma luta que seja coesa, criando alguns momentos esparsos em um plantel de lutas completamente esquecível.

Lógico que essa combinação ia dar em desastre e foi o que deu. No final John Cena e Cody Rhodes acabaram aparecendo na luta para resolver o combate e as coisas acabaram saindo melhores para os ex-campeões mundiais de duplas. Jey saiu vitorioso, reteve seu título e, junto com o retornante pesadelo americano, desafiou Cena e Paul para uma luta no Money In the Bank.

Pesadelo mais que americano. Universal, intransferível e irrestritamente nosso.

FEIO

Propaganda é a alma do negócio

E aparentemente essa alma foi condenada ao inferno. Eu sei por que essa quantidade excessiva de propaganda existe e estou, sinceramente, escrevendo isso no começo da primeira luta, pois já estou adiantando o festival da tristeza que sempre nos acomete quando o assunto é Saturday Night’s Main Event.

“Mas é de graça!”

Nada nessa vida é de graça, meu querido. Nem jiló, nem fígado e nem eventos esquecíveis da WWE.

Podia ser o fim

Mas não foi, ne?

A luta de Damian Priest e Drew McIntyre foi boa…

“Ah, e você vai colocar no feio?”

Calma aí, feio, eu não vou colocar em ninguém. Porém, acredito que o final desse combate foi anticlimático de propósito, só para que a WWE consiga esticar essa feud. Posso estar enganado? Por incrível que pareça, sim. É surpreendente a minha distância da perfeição, eu sei, eu também ficaria surpreso, mas é assim que a vida é.

E as vezes a World Wrestling Entertainment vai manipular situações extremamente óbvias, como seria a vitória por pinfall de Damian em cima de Drew, para que seja possível fechar uma trilogia de lutas, como provavelmente será fechada está com uma “Last Man Standing Match”, com a desculpa de que Damian ganhou não porque fez o pin, mas porque foi quem saiu andando e pipipi.

A gente assiste isso há muito tempo para fingir que não conhece os meandros da safadeza. Se não assiste, finja que assiste, vamos viver esse lúdico juntos.

Até segunda, um beijo.

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