WWE NXT – 17/06/2025: Bom, Mau e Feio

WWE NXT

Então você quer saber o que rolou de melhor e pior no WWE NXT? Bem-vindo ao Bom, Mau e Feio, onde elencamos os melhores, piores e absurdos pontos deste semanal da WWE. A edição analisada hoje é a do dia 17 de junho de 2025.

BOM

Ba la ke

A chegada de Blake Monroe, anteriormente conhecida como Mariah May — preparem-se para isso virar um vício de redação aqui —, foi a principal surpresa do NXT nesses últimos meses, pareado talvez com a mudança de título e a subida de Vaquer/Giulia. Mesmo assim, se eu tivesse que escolher um mais importante, seria a mulher infernal.

Na edição analisada hoje, Blake iria ao ringue assinar seu contrato, como foi feito anteriormente com o lutador Ricky Saints, wrestler o qual a chegada de Monroe tem seguido o molde de apresentação quase à risca, exceto pela personalidade.

No caso do ex-campeão Norte Americano funcionou perfeitamente: em pouco tempo de empresa ele conseguiu ganhar um título e, para os desavisados, pode parecer que foi sempre parte deste universo NXT.

Acredito que com a loiraça belzebu vá acontecer a mesma coisa, ainda mais levando em conta que as habilidades dela em todos os aspectos surpassam de maneira quase humilhante as do lutador supracitado.

Tivemos uma palhinha, ao menos da personalidade cativante, neste episódio quando ela, ao assinar o contrato, é interrompida pela campeã Jacy Jayne, acompanhada de suas amigas da Fatal Influence.

O segmento aborda algo que será central neste reinado da “duplo J”: o quanto ela é subestimada como campeã. Acho que isso pode ser um bom ponto para guiar os próximos meses desse título, caso seja da vontade da WWE realmente apostar em Jayne. Algo um pouco similar acontecia com a Rox quando ela era campeã, uma vez que foi nesse período que ela enfrentou Giulia e Jordynne, usando vitórias sobre elas como não só uma demonstração de sua força, mas um símbolo de como as pessoas a subestimavam.

Não acho que JJ precise chegar a tanto, pois a meu ver colocar a glamurosa para perder logo na primeira feud ia ser um freio de mão desnecessário ou, pior ainda, muito repeteco do que aconteceu com Giulia quando ela chegou à brand.

De qualquer forma, apesar da acertada decisão de colocar outra mulher como desafiante ao título mundial feminino do NXT no Evolution, o booking já apontou rumo a uma feud entre a loiraça provocante e a campeã “mais vencível de todos os tempos”.

Reclamando de que nunca foram valorizadas como Blake tem sido em só duas semanas, as lutadoras da stable foram veementes em dizer para a recém-chegada que esta era sua divisão e que BM era só o hit do verão”.

Monroe não só se saiu muito bem com as palavras nessa hora, como meteu-lhe um tapasso na cara da campeã. Óbvio que logo após a superioridade numérica das Fatal Influence ia mostrar sua vantagem e a estreante teve seu momento breakthrough, mas foi através de uma mesa mesmo.

No geral, um ótimo segmento que serviu para encerrar o show da terça-feira. No tempo real foi isso, mas nós ainda temos algumas coisas sobre as quais falar.

MAU

AJ Francis ainda está aqui

De todas as rivalidades que envolveram esta pareceria entre TNA e WWE, o envolvimento de AJ Francis e KC Navarro com Trick Williams talvez seja o fruto mais intragável deste bolo.

Isso porque o trio na união de todas as partes é extremamente desinteressante e seus algozes também não são lá as pessoas mais interessantes do mundo, sendo personificados por Josh Briggs, Elijah e Inamura, que dos três, talvez dos seis, inclusive, é o que trabalha melhor em todos os aspectos; ao menos é o mais divertido de assistir.

A luta de trios não chegou a ser ruim, pois não foi nada, um borrão de coisas nada memoráveis que acabaram num Splash maneiro de Inamura em cima de Trick Williams, o que lhe fez ter a vitória via Pinfall sobre seus adversários e lhe deu uma chance pelo título da TNA, chance essa que ele presenteou a seu parceiro Briggs.

Logo, semana que vem teremos Briggs vs Trick pelo título da Total Nonstop Action. Rezemos para que a história da semana que vem seja menos pavorosa do que a atual

O tedioso chefão

Por mais que eu tenha falado mal do aspecto anterior, nada chega perto do quão intragável e desinteressante é essa feud toda envolvendo a D’Angelo Family. Todos os segmentos envolvendo Stacks, Tony, Luca e as teorias de conspiração da cabeça do antigo Don só me fazem rezar para que o show de terça-feira seja um delírio que surgiu na minha mente após uma pancada mais forte, abrindo possibilidades para que em algum momento eu acorde deste coma assistindo o NXT das gincanas apresentadas por Matt Striker.

Sim, é esse o nível de intragável que eu considero essa história toda.

Tony tomou um tapão de Luca “sem querer” quando ele estava tentando salvar o Don de Stacks e seus amigos. Além disso o ex-capanga ganhou uma chance pelo Heritage Cup de Noam Dar por ter vencido D’Angelo no Battelgrounds e Ava The Rock Johnson revelou que quem deu autorização para a luta foi o consiglieri de Stacks.

Luca havia sido visto autorizando algo no celular anteriormente no show. Sacou?

FEIO

Novo som

Não, esse não é um bloco para falar mal de uma banda gospel dos anos 90 e sim para lamentar profundamente a troca de theme song de Jordynne Grace. Sendo sincero, a música que a Juggernaut usava em suas entradas desde o NXT não era lá a maior obra de arte já produzida para o consumo sonoro das pessoas. Era uma musiquinha genérica que poderia ter sido feita no Fruity Loops por alguém relativamente inspirado.

No frigir dos ovos isso não importa. O mais importante é que a música tinha personalidade e remetia diretamente à lutadora musculosa. A nova theme song, similar a diversos outros casos de músicas do Def Rebel, não remete a porra nenhuma. É uma versão sem alma, sem gosto e sem graça que lembra de maneira muito distante o tema da lutadora quando ela era campeã da TNA.

Duvido que eu vá me acostumar, mas no fim das contas é só mais uma música irreconhecível no meio de um bando de músicas irreconhecíveis. Devo, inclusive, admitir que a theme song de Blake Monroe também não é nada demais.

Pelo amor de Deus, WWE, não é possível que seja tão difícil contratar um bom compositor. De qualquer forma, se eles o mantem é porque alguém está gostando.

Enquanto a gente não descobre quem é esse alguém e o enche de porrada, ficamos por aqui nessa edição. Até amanhã.

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