Fácil e complexo

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Duas pessoas num ringue. Uma contra a outra com um único intuito: entreter os fãs. Fácil assim, essa é a essência da luta-livre. Com esses ingredientes, você tem milhões de formas diferentes de se começar, desenrolar e terminar uma luta.

A luta livre é um dos meios mais fáceis de se obter entretenimento, não é preciso esforço para isso. Até mesmo o pior dos RAWs ainda tem uma ou outra situação que nos entretém. O que muitos não enxergam é o tamanho da complexidade que uma simples luta individual pode possuir.

O simples ato de aplicar um knife chop em seu adversário no corner do ringue é de um tamanho imenso de complexidade. Ao se aplicar um deste sempre ouvimos um agudo “Wooo” vindo da plateia. Se você não soubesse que esse é um golpe característico do Ric Flair, com certeza se perguntaria o por quê da plateia reagir assim.

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Foto: WWE.com

Todos os bordões, as referências internas, bater duas mãos cruzadas na altura da virilha, até mesmo o balançar da mão direita na frente do rosto. Tudo isso é uma engrenagem bizarra que você vê aos montes em qualquer evento, seja o Monday Night RAW, seja o Resta Um da FILL, seja o Rei do Ringue da BWF. Todos simples, fáceis e entretíveis.

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Talvez seja daqui que parta a dificuldade de um leigo compreender e gostar de wrestling, é como se falássemos outra língua. Quanto mais profundo você adentra no wrestling, mais conteúdo você absorve, mais referências você entende, e por incrível que pareça, quanto mais complexo fica, mais fácil se torna.

E ainda assim, dentro da nossa própria língua ainda temos dialetos e expressões que nem todos compreendem. Se você nunca assistiu a WWE pelo Fox Sports, não vai saber que Jamie Noble e Joey Mercury são Jararaca e Ratinho. Se você nunca assistiu a WWE pelo SBT, não vai saber que “Do Céu Ao Inferno” é o Batista Bomb.

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Um dos motivos do meu fascínio pela luta livre vem dessa questão. Eu posso ter 8 anos de luta livre e você aí lendo sequer 1 ainda, falaremos a mesma língua, nos entenderemos em algumas partes e em outras vai parecer que estamos assistindo coisas completamente diferentes.

Airton Reis

Conheci a luta livre em 2008 e isso mudou a minha vida. Surgiu a ideia do WrestleBR em 2014 quando a WWE passou a ser ao vivo por aqui. Desde então, escrevo sobre tudo.

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